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Pov de Ji-Yeon
Assim que eu já estava pronta, a velha abriu um portal e nós passamos por ele, lhe agradeci mais uma vez pela ajuda e fui logo pra casa. Uns dez minutos de caminhada e eu já conseguia ouvir a agitação na casa, os rosnados do meu pai, eu estava com receio, mas eu tinha que enfrentá-lo.
Ao chegar na varanda de casa pude ouvir o coração do meu pai acelerar mais rápido e não demorou para que ele aparecesse na porta, saiu pra fora e a única coisa que fez foi me abraçar.
_ Filha…! - Ele disse me abraçando forte, chorava de soluçar. - Eu tive tanto medo… Medo de perder minha filhote amada.
_ Me desculpe. - Eu disse chorando também. - Eu não queria te preocupar…
_ O que aconteceu? Onde você estava?
Então lhe contei o que aconteceu, omitindo a parte da minha irmã ser a autora das agressões. Contei sobre acordar na casa da velha da floresta, da ajuda que ela me deu.
_ E que loucura é essa que o jovem Bang disse que você sumiu do nada?
_ Eu não me lembro.
_ Venha, você precisa descansar. - Ele disse me conduzindo pra dentro.
Assim que cheguei na sala, minha mãe veio ao meu encontro e me abraçou apertado, ela chorava assim como meu pai. Nunca o vi chorando em toda a minha vida e isso quebrou meu coração. Por mais que eu não gostasse da ideia de liderar a matilha eu não queria o mal do meu pai.
•
Já era noite quando saio do meu quarto, ouço barulho da minha mãe na cozinha e vou ao seu encontro.
_ Cadê o papai?
_ Ele teve que sair e resolver alguns problemas da matilha, mas ele volta pro jantar. - Ela disse se virando e sorrindo pra mim. - Você está melhor, querida?
_ Estou mamãe.
_ Até que enfim apareceu… - Minha irmã disse entrando na cozinha. - Você não se cansa de ser sempre o centro das atenções? - Ela disse debochadamente.
_ Cale a boca Min-Jae, não fale assim com sua irmã. - Minha mãe disse brava.
_ Você poderia fazer o favor de não voltar, poupava muitas coisas na minha vida.
_ Min-Jae! - Disse minha mãe aos berros.
_ Deixa ela mãe… Ela é amarga pelo simples fato de que ela não herdará a posição do papai dentro da matilha e muito menos ficará com o Bang Chan. - Eu disse para provocá-la.
_ Sua… - Ela disse vindo em minha direção.
_ Toquei no seu ponto fraco, não é irmãzinha… E você quer saber da pior parte? Ele diz que sou a companheira dele… Isso significa que com toda a certeza vocês não ficarão juntos… Mesmo que eu não seja líder da matilha…
Ela veio pra cima de mim, dava pra ver o ódio em seu olhar, mas de repente alguém entrou na cozinha e a segurou pelo pulso. Era Chan pra minha surpresa.
_ Ouse tocar nela e eu não respondo por mim. - Ele disse em um rosnado.
_ É verdade o que ela disse? Sobre vocês serem companheiros?
_ E se for? Você não tem nada com isso.
_ Eu te odeio Ji-Yeon! Eu preferia que você tivesse morrido e nunca mais ter voltado! - Min-Jae disse transbordando ódio.
Nisso ela saiu correndo, deixando minha mãe em choque com suas palavras.
_ Onde foi que eu errei com essa menina? - Minha mãe disse chorando.
_ Não é sua culpa mamãe. Ela é assim por desejar coisas que não são pra ela. Deixa pra lá, uma hora passa. - Eu disse tentando confortar minha mãe. - Obrigada. - Eu disse olhando para Chan.
_ Não foi nada. - Ele disse com os olhos brilhando. - Você está bem? - Ele disse vindo em minha direção querendo tocar em meu rosto, mas me afastei.
_ Estou bem. - Eu disse olhando para o lado. - Se você veio atrás do meu pai, ele ainda não chegou.
_ Eu queria falar com você.
_ Leve-o pro seu quarto querida, assim vocês conversam sem interrupções. - Ela disse enxugando as lágrimas. - Você está convidado para o jantar garoto.
Sem ter o que fazer fui para meu quarto com o Chan cheio de dúvidas atrás, eu estava vendo que seria difícil tirá-lo do meu pé.
•
Pov de Chan
Depois de tanto procurar a velha da floresta, finalmente a achamos e nossa conversa não foi nada boa. Saber o que minha companheira de alma achava de mim quebrou meu coração e saber de seus planos fez meu lobo ficar muito irritado.
Ao saber que ela se encontrava protegida em sua casa fez meu coração se aquecer. Ao termino de nossa conversa, os meninos foram pra suas casas e eu fui pra casa dela, eu precisava convencê-la de não fazer nada imprudente.
Já em seu quarto ela me puxa pra sentar em sua cama.
_ O que você quer?
_ Agora eu sei o que anda rolando entre nós. Porque ainda usa esse colar?
_ Quando eu adquiri o colar foi com intuito de afastar os alfas, eu não queria ser rejeitada no dia da escolha. - Ela disse baixando o olhar. - Você sabe o que sempre me ocorreu na escola e nunca se importou, porque agora você está em cima de mim? Se não fosse por aquela trombada que tivemos você nem iria saber que eu sou sua predestinada e tudo ocorreria como sempre ocorreu, com você me ignorando e debochando como sempre fez.
_ Eu não sabia… Por você usar esse colar eu não tive a oportunidade de saber que temos uma ligação.
_ Fique tranquilo… Daqui a dois dias você vai se livrar disso e vida que segue.
_ Selamento, é serio isso? Você parou pra pensar nas consequências disso?
_ Você só está assim porque o seu lobo não quer perder… Antes dele saber que somos companheiros de alma ele também não se importava comigo. Ser companheiros de alma é bem mais forte do que você imagina e não é qualquer magia que cega totalmente o lobo. Eu sentia coisas estranhas, mas não sabia o que era, eu achava que era por eu… é…
_ Por você ter sentimentos por mim?
_ É. - Ela disse envergonhada.
_ E se eu te contasse que me sentia do mesmo modo, mas sem saber da parte dos seus sentimentos, isso ajuda a você pensar melhor?
_ Eu não quero essa vida pra mim. - Ela disse começando a chorar. - Eu quero sair daqui e poder cursar uma universidade. Quero construir uma carreira, quero crescer profissionalmente e ficando aqui eu não vou ter nada disso.
_ Podemos tentar isso juntos, eu também tenho sonhos que não envolvem ser líder da matilha. Por favor… Me de uma chance… Quero te provar que juntos podemos fazer muitas coisas.
_ Eu não sei… Tenho medo…
_ Confia… Eu jamais te decepcionaria.
Ela ficou me olhando em silêncio até que finalmente ela disse o que eu tanto queria ouvir.
_ Tudo bem, te darei uma chance, mas não me decepcione.
Por impulso a abracei e pela primeira vez eu pude senti-la em meus braços sem resistência.
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