Pov de Felix

 

 

 

Eu estava sentado na sala de reuniões de meu escritório em Sydney, minha cabeça estava parcialmente distraída enquanto meus subordinados discutiam números e estratégias. Meus pensamentos eram uma mistura de nostalgia e dor, misturados com a pesada responsabilidade que havia herdado após a morte de meu pai. Como filho de um chefe da máfia coreana, agora eu era o alfa não apenas no mundo sobrenatural, mas também no submundo do crime.

 

 

 

 

O acidente que tirou a vida de meu pai me forçou a permanecer na Austrália mais do que eu gostaria. Eu precisava resolver negócios pendentes e assegurar que tudo continuasse a funcionar perfeitamente. Porém, o destino tinha mais reservado para mim do que apenas problemas administrativos.

 

 

 

 

Eu possuía um segredo que me tornava único entre os lobos: a marca do sol. Esta marca me dava o poder de me transformar em um lobo negro magnífico e temido, um poder raro que muitos acreditavam ser apenas histórias para assustar crianças. Apenas poucos sabiam da verdade sobre a marca, e eu pretendia manter isso assim.

 

 

 

 

Com a corrida da lua se aproximando, uma semana para ser exato, eu estava ciente de minhas responsabilidades. Eu teria que participar, não apenas para manter minha posição, mas também na esperança de encontrar minha predestinada. Este evento, onde alfas e ômegas se encontravam para uma caçada simbólica, era crucial para manter a paz e as alianças entre as matilhas.

 

 

 

 

Mais cedo naquele dia, enquanto dirigia para o escritório, uma garota na calçada próximo a Cafeteria do meu irmão me chamou a atenção. Era difícil explicar, mas algo nela despertou uma curiosidade profunda em meu lobo interior. No entanto, eu não parei. As responsabilidades me chamavam.

 

 

 

 

Após a reunião, decidi visitar a Cafeteria do meu irmão Han, um refúgio onde eu poderia relaxar e talvez encontrar um pouco de normalidade. Han, é meu irmão adotivo, era o único que conseguia trazer leveza à minha vida, com seu jeito descontraído e sua paixão pela culinária.

 

 

 

 

Ao entrar na cafeteria, o aroma de café fresco e bolos assados imediatamente me acalmou. Mas, o que realmente chamou minha atenção foi a presença da garota que eu havia notado mais cedo. Meu lobo interior ficou agitado, rosnando baixinho, sentindo uma conexão inexplicável com a jovem.

 

 

 

 

Ela estava sentada em uma mesa no canto, concentrada em um livro. Han, sempre perceptivo, notou o meu interesse e se aproximou com um sorriso malicioso.

 

 

 

— Eita que não consegue nem disfarçar. - Han disse maliciosamente. - Olha a baba escorrendo.

 

 

 

_ Cala a boca. - Eu disse revirando os olhos. - Quero a ficha completa.

 

 

 

 

— Mikaella. — Han disse sorrindo. — Ela tem 21 anos, é uma ômega. Está na Austrália para trabalhar e vive sozinha em um pequeno apartamento não muito longe daqui. Hoje é a folga dela, mas como ela não conhece ninguém aqui ela acaba vindo pra cá depois do almoço.

 

 

 

 

Estudei as informações enquanto meus olhos permaneciam fixos em Mikaella. Havia algo nela, uma energia que eu não podia ignorar. Porém, eu me mantive reservado, ciente de que minhas ações poderiam ter consequências.

 

 

 

 

— Ela parece interessante. — Murmurei, tentando manter um tom neutro.

 

 

 

 

— Interessante? Você nunca fala assim de ninguém, irmão. — Han riu, dando um tapinha nas minhas costas. — Vai lá, fala com ela.

 

 

 

 

 

Hesitei. A morte recente de nosso pai, a corrida da lua se aproximando, e agora essa garota que fazia meu lobo se agitar. Tudo parecia estar acontecendo ao mesmo tempo, e eu não podia me permitir ter distrações.

 

 

 

 

Depois de algum tempo, eu me levantei para ir embora. Lancei um último olhar para Mikaella antes de sair. Havia uma determinação silenciosa em seus olhos, uma promessa de que esse encontro não seria o último. Peguei minha amada torta de morango que Han fazia e fui embora.

 

 

 

 



Pov de Han

 

 

 

 

Quando meu irmão deixou a Cafeteria, me aproximei de Mikaella, que me olhou curiosa.

 

 

 

 

— Sabe, meu irmão ficou interessado em você. — Eu disse casualmente.

 

 

 

 

Mikaella suspirou e fechou seu livro.

 

 

 

 

— Eu prefiro manter distância. Sei bem da procedência de sua família.

 

 

  

 

 

— Entendo, mas só para você saber, ele não é o que todos pensam. Felix tem um bom coração, mesmo com todo o peso que carrega. - Assenti, respeitando sua decisão.

 

 

 

 

 

Mikaella sorriu levemente, mas não respondeu. Ela sabia que sua vida na Austrália já era complicada o suficiente sem adicionar um Alfa, filho de um chefe da máfia à equação.

 


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